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terça-feira, 4 de outubro de 2011

DE PORTAS FECHADAS



DE PORTAS FECHADAS

De portas fechadas: é assim que se encontram as portas da capela São Pedro (Matriz da Paróquia São Pedro e São Paulo em SBC.) para nós do grupo de oração São Pedro desde 01/07/2011. Apesar de termos como padroeiro São Pedro, aquele que recebeu do Senhor Jesus “as chaves do Reino dos céus” (cf.: Mt. 16,19). È Pedro que tem a chave do Reino dos céus, mas aqui infelizmente quem tem a chave da “Igreja” é o padre. Mesmo com as portas fechadas nos colocamos diante dela e proclamamos a nossa fé rezando o santo terço sob o frio e o vento que assolava naquela noite de domingo, pois acreditamos no que está escrito no Evangelho: “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á” (Mt. 7,7-8). E mais se a “Igreja”, espaço físico está fechada a Sagrada Palavra diz que somos templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em nós (cf. 1Cor. 3,16), também nos diz que somos chamados a ser pedras vivas de um edifício espiritual (cf. 1Pd 2,5).
 A Igreja nos ensina que a unidade do corpo não acaba com a diversidade dos membros: “Na edificação do corpo de Cristo, há diversidade de membros e de funções. Um só  é o Espírito que distribui os dons variados para o bem da Igreja segundo suas riquezas e as necessidades dos ministérios.” ... a unidade do Corpo Místico vence todas as divisões humanas: “Todos vós, com efeito, que fostes batizados em Cristo, vos vestistes de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; pois todos vós sois um só em  Cristo Jesus.” (Gl 3,27-28; CIC 791)
Muitas vezes parece-me que ainda não há uma compreensão do que diz a Palavra de Deus e o que diz a Igreja por meio do Catecismo, nem mesmo por aqueles que têm o dever primeiro de observá-lo.
Vimos que a unidade do corpo não acaba com a diversidade dos seus membros, mas mesmo assim “insistimos” para que todos sejam iguais, tenham os mesmos pensamentos, os mesmos, os mesmos e por aí vai. E ainda, se o jeito de determinada pastoral ou movimento for diferente da forma que eu considero correta é mais fácil excluí-lo do que aprender ou aceita-lo em nosso meio.
Acredito também que a unidade do Corpo Místico vence todas as divisões humanas, mas para isso acontecer é preciso que caia por terra os “nossos” preconceitos e vaidades que insistem que tudo seja do nosso jeito.
Peço a Jesus o Senhor que em sua misericórdia olhe para “nós”, que nos ajude a abrir as portas do nosso coração, para que Ele entre e retire de “nós” todo preconceito e vaidade que na maioria das vezes tem impedido que seu projeto de salvação se realize em nossa vida e na vida de seu povo.

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